Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do
corpo desta morte? Romanos 7:24
Não são muitas às vezes em que o sol trás seus
raios calorosos para os nossos dias frios e escuros e estamos comtemplando
tamanho espetáculo, talvez pelo fato de ser uma coisa tão rotineira que
esquecemos quão lindo e impactante pode ser, participar de tal fenômeno.
Nesse domingo resolvi fazer diferente,
abandonei o travesseiro e a coberta quentinha e resolvi aceitar o convite de
uma amiga e ver o nascer de nossa estrela esquecida. A madrugada estava
bastante fria, então resolvi ir preparado para que a experiência não fosse
arruinada pela suave, mas extremamente fria brisa da madrugada.
Depois de alguns minutos sentados no banco, o
calor dos nossos corpos já estava se acostumando com o clima e o frio já não
era percebido. Os raios do sol, no entanto, começaram a sair e de uma maneira
surpreendente sentimos como se cada raio penetrasse nossos corpos, e isso fez
com que sentíssemos mais frio porque percebemos o contraste entre os raios e o
vento.
A vida Cristã não é muito diferente. Quando
estamos vivendo em pecado e o sol da justiça não brilha em nossas vidas, nos
acostumamos ao frio espiritual. Mas quando conhecemos a Jesus Cristo e seus
raios de amor começam a penetrar nossas almas, o imenso contraste é percebido e
o vento cortante do pecado começa a afetar nossos corpos e mentes.
Quando nos aproximamos de Cristo, olhamos para
nós mesmos e percebemos que estamos cheios de pecados que trazem tristeza e
escuridão para o ser. Isso faz com que o pecado presente em nossas vidas seja percebido
de uma maneira mais abominável. Talvez por esse motivo Paulo ao sentir os raios
de glória entrar em sua vida, expressa: “miserável homem que sou”.
O sol, no entanto,
segue subindo e seu calor aumentando, até o momento em que o frio é banido
completamente do corpo. Em pouco tempo quando Cristo vier pela segunda vez,
poderemos desfrutar do calor de seu amor por toda a eternidade, sem mais nenhuma
brisa de pecado.

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