sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Caminhando

Eu faço parte de um clube de desbravadores, onde a maior preocupação é formar lideres para um futuro próximo. Juntamente com esse clube, no último final de semana participei de um acampamento, no qual tivemos que caminhar mais de 8km com mochila, fazer a própria comida e basicamente sobreviver.
Quero me enfocar nos momentos da caminhada, onde tivemos que atravessar vários rios, a água chegava até o peito e as mochilas eram colocadas sobre a cabeça. No fundo do rio existiam muitas pedras e era quase impossível caminhar sem tropeçar e cair.

Quase que inconscientemente as pessoas começaram a dar as mãos e caminhar de dois ou três, evitando as quedas. Incrivelmente, mesmo sem conhecer ou não ter intimidade com alguns colegas, as mãos se encontravam e se abraçavam para todos poderem caminhar.

Nossa vida espiritual não é muito diferente, pois muitas vezes sentimos que a água esta quase chegando ao pescoço e as pedras no caminho nos fazem tropeçar e até mesmo cair. O cansaço da caminhada e as dificuldades podem fazer com que os participantes queiram desistir de prosseguir.

Mas existe uma maneira que pode facilitar essa caminhada até o céu, basta olhar para o lado e perceber que existem pessoas que também estão caminhando e passando pelas mesmas dificuldades. Para se tornar mais fácil e prazerosa tal viajem é muito melhor dar as mãos para essas pessoas que podem ser chamadas de amigos e subir ao céu juntos.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Lhes mostrarei a minha salvação!

Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei. Fartá-lo-ei com lonjura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação. Salmos 91:15-16

Estudar teologia em alguns momentos pode ser extremamente cansativo, por ter que passar muito tempo lendo e estudando. Algumas vezes quando tudo está indo de mal a pior, a única alternativa é parar com tudo, fechar os livros e arranjar alguma válvula de escape onde seja possível esquecer tudo que está ao redor.

Às vezes em nossas vidas não é muito diferente, as dificuldades e tristezas são tão grandes que muitas vezes queremos simplesmente sumir, literalmente ser invisíveis para que ninguém mais nos veja, às vezes passamos por momentos tão difíceis que parece que não temos mais chão.
Estudando um pouco das línguas originais em que a Bíblia foi escrita pude perceber que na mente e linguagem semítica não existe passado, presente ou futuro, a única coisa que eles se importam é se a ação já foi ou não concluída. É um pouco difícil de entender esse pensamento. O mais interessante é que as profecias não são escritas, como algo que estão para acontecer, senão que acontecimentos já efetuados.
Desde a primeira promessa messiânica em Gênesis até Apocalipse 21, Deus está querendo revelar que seu maior desejo é voltar a essa terra para levar seus filhos para lugar onde não será necessário chorar, pois não existirá mais dor, e a saudade não encontrará mais o caminho de nossos corações.

Fico imaginando como os semitas entendiam os salmos 91: 15-16 e penso que eles imaginavam que Deus estava no céu, no meio de uma roda com todos os salvos lhe ouvindo, dizendo: “Ele me invocou, e eu lhe respondi; estive com ele na angústia; dela o retirei; e o glorifiquei. Agora vocês têm lonjuras de dias, e eu lhes mostrei a minha salvação”.